Poeta matuto. Compositor. Declamador.

Aos nove anos de idade abandonou sua cidade natal, acompanhando um circo, como vendedor de pipoca. Exerceu diversas atividades em circo até os 18 anos, de cantador de coco a gerente.

Em 1980 casou-se e abandonou a vida artística pois, em sua cidade, esta atividade era vista como vagabundagem. Aos 22 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, empregando-se na Construtora Craff, onde permaneceu trabalhando em diversas atividades, entre as quais o manejo de explosivos em demolições nas obras. Trabalhou também no garimpo e desde criança apaixonou-se pela música.

A oportunidade de mostrar o seu trabalho surgiu quando, ouvindo o artista Téo Azevedo (de Alto Belo) no programa radiofônico de Luiz Vieira, resolveu mostrar-lhe seus poemas. Por recomendação de Téo Azevedo, levou seus poemas para o radialista Adelzon Alves. Seu primeiro grande sucesso ocorreu em 1986, quando o compositor Zé Catimba, da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, colocou música na composição "Lindo é você ser minha mulher", poema feito por Geraldo para sua mulher, gravada pelo sambista Agepê.

Abandonou por algum tempo a carreira para dedicar-se à família. Em 1995, encontrou-se com Nandinho do Pandeiro, que gravou "Cavalheiro cavalo", com arranjo de Severo, sanfoneiro que acompanhava Jackson do Pandeiro.

Em 1998, nos estúdios da Rádio MEC, com direção de Adelzon Alves, gravou seu primeiro CD, "Diário de um poeta matuto". Radicado no Rio de Janeiro, residindo ao pé da Serra dos Órgãos, no município de Magé, passou a realizar circuito alternativo no Rio com apresentações no Bar Bip Bip e na Casa de Cultura Margarida Rey, em Copacabana, Lona Cultural, de Vista Alegre, Bar Papo de Esquina na Penha, O Espírito do Chopp, no Humaitá, e também em Niterói, com apresentações no Bar Orquídea. Costuma participar também de eventos promovidos pelo produtor, cantor e compositor Teo Azevedo, como a Festa de Folia-de-Reis em Alto Belo, Minas Gerais. Todas as suas composições são poemas seus musicados por outros músicos. Seu parceiro mais constante, com o qual realizou cerca de 50 composições, é Samuel Oliveira, com quem compôs, entre outras, "Deixa o bicho quieto", baião gravado por João Mossoró, "Homem de valor", xote gravado por Perpétuo Borborema. Sua composição "Farofa de poeira e lágrima", produzida por Robertinho do Recife e gravada por Jorge Costa, é considerada um clássico da música popular brasileira.

Em seu segundo CD, "Diploma de nordestino", produzido por Adelzon Alves, Geraldo interpreta seis composições de sua autoria, além de outras, compostas por Patativa do Assaré, Jaime Caetano Braun, Zé Laurentino, Chico Pedrosa, Luiz Campos e Amazan, com participação de diversos expoentes da musicalidade nordestina e sertaneja, como Pedro Mateus, Gedeão da Viola, Téo Azevedo, Marcelo Caminha e Glênio Fagundes e também com a participação da cantora Clarice Seabra na faixa "Das Dores e João Vaqueiro".

"Alma de Vaqueiro" é o título de seu 3º CD, lançado em 2003, também com produção artística e Adelzon Alves, com destaque para o poema "Conversa de passageiro", "Coração de poeta", "Nosso inferno é aqui" e "Alma de vaqueiro", que nomeia o disco. Neste também conta com diversos nomes da música instrumental sertaneja como Gedeão da Viola, Gilberto Monteiro, Pedro Mateus e Zeca Collares.

Escreveu dois livros: "Sua excelência, o matador", sobre o cangaço, e um outro falando sobre a escravização indígena. Ainda em 2003, apresentou-se na Lona Cultural João Bosco no bairro carioca de Vista Alegre ao lado de Gedeão da Viola e Levi Ramiro.

Em junho de 2004, passou a apresentar diariamente das 5 às 8 horas, um programa de música regional na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.No programa, Geraldo apresenta artistas representativos da cultura regional, especialmente nordestina, já consagrados e também desconhecidos do grande público,

Em agosto do mesmo ano, recebeu da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o Título de Cidadão Honorário da cidade do Rio de Janeiro, por iniciativa do Vereador Eliomar Coelho. Na solenidade estiveram presentes diversas personalidades da música popular brasileira e admiradores do trabalho do artista, como Luís Vieira, Adelzon Alves, e o diretor da Rádio Nacional, Cristiano Menezes. Em 2013, recebeu o Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira, na categoria guardião das raízes. Em 2015, realizou apresentação especial no auditório da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), na edição comemorativa de 5 anos do programa “Puxa o fole”, apresentado por Sergival, na mesma rádio.
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